Mostrando postagens com marcador Matérias Interessantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Matérias Interessantes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Fibras: importantes em todas as estações do ano

Segundo as recomendações estabelecidas, devemos ingerir de 20 a 30g de fibras por dia.



Os benefícios provenientes do consumo de fibras são inúmeros e um deles é a saciedade, que é importante para quem quer perder peso.


A fibra possui também como vantagens: o bom funcionamento do intestino, a prevenção de doenças e a menor absorção de gorduras.



Elas podem ser classificadas em: solúveis e insolúveis.



Quando consumidas regularmente, o grupo das solúveis promove uma diminuição do risco de doenças cardiovasculares, já que ajudam a reduzir os níveis de LDL, o colesterol “ruim”. Além disso, colaboram para a prevenção e o tratamento do diabetes, pois retardam a absorção de glicose e diminuem a glicemia após as refeições.


Principais fontes das fibras solúveis são: aveia, cevada, leguminosas (feijão, grão de bico e lentilha), e frutas com casca ou bagaço, como maçã e laranja.


As fibras insolúveis estão associadas principalmente a um melhor funcionamento do intestino, pois aumentam o bolo fecal.


Fonte de fibras insolúveis: grãos e cereais integrais, como arroz e farelo de trigo.





Desta forma, o consumo de fibra torna-se fundamental para a saúde, de maneira geral, mas não se esqueça: todo aumento da ingestão de fibras deve ser acompanhado de uma boa dose de água.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Principal causador da hipertensão, sal é o novo vilão da dieta

Depois da guerra travada contra o tabaco e o açúcar, as autoridades de saúde agora miram suas armas para outro vilão da dieta: o sal. Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde mostra que a proporção de brasileiros com hipertensão arterial cresceu de 21,5%, em 2006, para 24,4% em 2009.

O levantamento, que entrevistou 54 mil adultos, concluiu que, apesar de terem aumentado em todas as faixas etárias, os casos de hipertensão cresceram sobretudo entre os idosos - 63,2% das pessoas com 65 anos ou mais apresentam o problema. Em 2006, esse porcentual era de 57,8%.

Pesquisas científicas já comprovaram a relação direta entre o consumo de sal e a hipertensão arterial, um dos grandes males de saúde pública no mundo. De acordo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, um brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia, quando o recomendado seria limitar essa ingestão a 6 gramas. Em geral, a quantidade é alta porque, além do sal contido no alimento industrializado, as pessoas não dispensam o saleiro durante as refeições.


Inimigo da saúde -

O problema do consumo excessivo de sal é que ele provoca retenção de sódio e água nos rins, o que aumenta o volume de sangue em circulação. Com uma quantidade maior de sangue nas paredes das artérias, a pressão arterial fica mais alta.

O levantamento divulgado hoje mostra que a doença não é ocorre apenas entre os idosos. Entre a população até 34 anos, 14% dos entrevistados apresentam pressão alta. E a proporção de hipertensos é maior entre mulheres (27,2%) do que entre homens (21,2%).


"O grande perigo da hipertensão está no fato de ser uma doença silenciosa. Ela não apresenta sintomas", explica Malachias. “Por isso, é importante conferir a pressão pelo menos uma vez por ano.” Uma Pressão considerada normal para adultos é aquela igual ou inferior a 12 por 8.


(reportagem completa)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Os refrigerantes à base de cola podem causar algum efeito nocivo para o organismo humano se ingeridos freqüentemente?

Sim. O consumo de refrigerantes à base de cola e suas possíveis conseqüências já vêm sendo estudados há anos. Embora a maioria dos resultados condene esta bebida, os autores ainda sugerem mais pesquisas a respeito.São diversos os estudos que relacionam perda de massa óssea ou diminuição da densidade mineral óssea e aumento da calciúria com o excesso de consumo de bebidas do tipo cola.

Tais refrigerantes contêm cafeína e ácido fosfórico. Este último é considerado um “ladrão de cálcio” pois, solúvel em água, sua parte aniônica pode se ligar aos cátions do cálcio presentes em qualquer lugar do corpo. Parece, inclusive, que a combinação das duas substâncias é a grande causa destes efeitos, que são associados ao aumento de fraturas ósseas principalmente em mulheres, mesmo adolescentes fisicamente ativas.


Segundo alguns autores, talvez não se possa afirmar com certeza que isto é causado pelos componentes que a bebida tem, mas pelos nutrientes que ela não tem, necessários à saúde dos ossos. Afinal, cada vez mais esses refrigerantes estão substituindo o consumo de leite e outras fontes de cálcio.


Pesquisadores norte-americanos mostram um aumento significativo do consumo de refrigerantes em geral e bebidas adoçadas. Em 10 anos, a ingestão aumentou 61% em adultos e mais que dobrou entre adolescentes e crianças. Evidências associam este fato ao aumento da obesidade infantil.


Além de contribuírem para a obesidade, os refrigerantes ainda podem aumentar o risco do desenvolvimento de diabetes tipo 2, por conter altas quantidades de açúcar. Aqueles à base de cola, que contém corante caramelo, possivelmente aumentam a resistência à insulina.


Os prejuízos atingem também a saúde bucal. Tais refrigerantes diminuem significativamente a microdureza do esmalte dos dentes. Devido ao seu pH ácido, provocam uma desmineralização do esmalte dental. O consumo dessas bebidas, portanto, aumenta o risco do aparecimento de cáries.

Bibliografia (s) Tucker KL et al. Colas, but not other carbonated beverages, are associated with low bone mineral density in older women: The Framingham Osteoporosis Study. American Journal of Clinical Nutrition. 2006;84(4):936-42. Disponível em: http://www.ajcn.org/cgi/reprint/84/4/936. Acessado em 03/12/2008.Yaquelo CM. Acción de los robadores de calcio. Formación de sales de calcio en el tracto intestinal y en el sistema circulatorio sanguíneo. Acta Bioquím. Clín. Latinoam. 2006;40(2):213-7. Disponível em: http://www.scielo.org.ar/pdf/abcl/v40n2/v40n2a08.pdf. Acessado em 03/12/2008.Wyshak G. Teenaged Girls, Carbonated Beverage Consumption, and Bone Fractures. Arch Pediatr Adolesc Med. 2000;154(6):610-3. Disponível em: http://archpedi.ama-assn.org/cgi/reprint/154/6/610. Acessado em 03/12/2008.Heaney RP, Rafferty K. Carbonated beverages and urinary calcium excretion. Am J Clin Nutr. 2001;74(3):343–7. Disponível em: http://www.ajcn.org/cgi/reprint/74/3/343. Acessado em 03/12/2008.Schulze MB et al. Sugar-Sweetened Beverages, Weight Gain, and Women Incidence of Type 2 Diabetes in Young and Middle-Aged. JAMA. 2004;292(8):927-934. Disponível em: http://jama.ama-assn.org/cgi/reprint/292/8/927.pdf. Acessado em 03/12/2008.Araújo RM, Torres CRG, Araújo MAM. Influência dos agentes clareadores e um refrigerante à base de cola na microdureza do esmalte dental e a ação da saliva na superfície tratada. Revista Odonto Ciência – Fac. Odonto/PUCR. 2006;21(52):118-24. Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fo/article/view/1061/837. Acessado em 03/12/2008.Valle DD, Modesto A, Souza IPR. Hábitos alimentares e prevalência da doença cárie em bebês. Rev Bras Odontol. 2001;58(5):332-35.

Fonte: www.nutritotal.com.br

Cálcio: Importante Arma no Controle da Massa Corporal


Cada vez mais a obesidade tem sido reconhecida como um problema de origem multifatorial, onde estão envolvidos fatores ambientais, nutricionais, fisiológicos e genéticos. Dentro dessa complexidade, inúmeros estudos científicos atuais apontam para fatores cada vez mais específicos, na tentativa de encontrar saídas para esse problema de saúde pública.

Foi durante um desses estudos, que um efeito “antiobesidade” do cálcio proveniente nos laticínios foi observado. Essa investigação demonstrou que a maior ingestão de cálcio (entre 400-1000mg/dia) através da ingestão de 2 copos de iogurte diariamente, produzia diminuição na pressão arterial acompanhado por diminuição de 4,9kg em gordura corporal.

A explicação estaria na atuação dos hormônios calcitróficos (1,25(OH)2D e 1,25(OH)2D3), que respondem a menor ingestão de cálcio e exercem efeitos no metabolismo lipídico, aumentando a lipogênese e diminuindo a lipólise. A ação do hormônio 1,25(OH)2D3 ocorre no receptor do adipócito, onde há inibição da proteína UCP2, responsável pela oxidação lipídica. Sem a oxidação, ocorre a lipogênese e a formação de adipócitos e gordura. O gene agouti é o fator responsável pela lipogênese e o aumento da adiposidade.

No entanto, quando há aumento da ingestão de cálcio, os hormônios do metabolismo do cálcio (1,25 (OH)2D, 1,25(OH)2D3) são suprimidos para controle e feedback negativo. A lipogênese é inibida e a lipólise ocorre. Então, o acúmulo de lipídios é evitado, e a porcentagem de gordura diminui.

Após tais descobertas, foram feitos estudos observacionais, relacionando a ingestão de cálcio e laticínios com a gordura corporal. Esses estudos foram realizados primeiramente em ratos e em seguida em diferentes populações (mulheres jovens, idosas, crianças, intolerantes a lactose e obesos). Os resultados são discriminados a seguir:
  • Estudo com dois grupos de ratos, onde um grupo ingeria pouco cálcio e outro ingeria quantidades recomendadas e crescentes de cálcio e laticínios. Os ratos que não ingeriram quantidades necessárias de cálcio sofreram ganho de massa e gordura corporal, enquanto que o grupo de ratos que ingeriram cálcio ou laticínios apresentou perda de massa corporal em 26-40%, sendo que não havia restrição calórica em sua dieta. Notou-se ainda, que a lipólise foi ainda mais estimulada entre os ratos que ingeriram laticínios como fonte de cálcio, comparado com os animais que obtinham cálcio através de suplementos (2).
  • Outro estudo indicou uma relação inversa entre ingestão de cálcio e tolerância à glicose. Esse estudo demonstrou que não há perda de massa ou gordura corporal entre intolerantes à glicose, e a razão para tal ainda está sendo estudada (3).
  • Um terceiro estudo afirmou que a maior quantidade de cálcio ingerido e prática de exercícios físicos causam um aumento ainda maior na oxidação lipídica. Há estímulo 10% maior comparado com a dieta rica em cálcio mas sem atividades físicas (4).
  • Já entre os obesos ou indivíduos acima do peso, notou-se que quem consumia mais laticínios apresentou menor incidência e risco de desenvolver resistência à insulina. Além disso, os indivíduos que participaram do estudo perderam massa corporal e diminuíram sua porcentagem de gordura corporal (5).
  • Um estudo mais recente e de maior porte, avaliou os benefícios do cálcio e laticínios no controle da massa corporal. Participaram do estudo 32 indivíduos obesos, que iniciaram o estudo seguindo uma dieta hipocalórica. Aos poucos, foram sendo adicionados à dieta suplementos de cálcio, com quantidade variando entre 400-500mg/dia. Dias depois, a suplementação de cálcio passou para 800mg diários ou a ingestão de 3-4 porções de laticínios todos os dias (equivalente a 1200mg/dia). Todos os indivíduos obesos apresentavam perda de massa corporal cada vez que aumentava a suplementação de cálcio. No entanto, no final de 6 meses, o grupo de pessoas que ingeriram laticínios perderam mais massa corporal do que aqueles que foram suplementados com cálcio. Notou-se, mais uma vez, a maior eficácia dos laticínios na perda e no controle da massa corporal, em dietas hipocalóricas (6).

Qual a região do corpo em que há maior perda de gordura com dietas ricas em cálcio?
Após a realização de um estudo conduzido por Zemel (6), foi observado maior perda de gordura na região do tronco, formada pelo abdômen e peitoral. A perda de gordura nessa região do corpo com uma dieta hipocalórica foi de 19%, e o resultado após a mesma dieta com cálcio suplementado foi de 50%. Houve ainda uma maior perda quando o cálcio foi obtido através da ingestão de laticínios (66%) (6).

Por que os laticínios são mais eficientes do que o cálcio suplementado, quando o objetivo é a perda de massa corporal?
Acredita-se que outros componentes dos laticínios estão também envolvidos nos beneficio atribuído ao cálcio. No entanto, são necessários mais estudos para que essa afirmação seja concreta.
Sabemos, portanto, que a presença de cálcio na dieta, principalmente através da ingestão de laticínios (3-4 porções diárias), gera um efeito “antiobesidade” através de diversas reações, inibindo ou estimulando o metabolismo lipídico. Os diversos estudos observacionais em animais e humanos nos mostram que a perda de gordura e massa corporal são reais e visíveis, cada vez que a quantidade ingerida de cálcio aumenta.
Mais uma vez nos é mostrada a importância do cálcio na nossa dieta, através da ingestão de leite e derivados, que são importantes fontes desse mineral.


Referências bibliográficas:
1. Zemel, MB. Role of calcium and dairy products in energy partitioning and weight management. American Journal of Clinical Nutrition, Vol 79. No 5, 9078-912S, Maio 2004.2. Zemel, MB; Shi, H; Greer, B; DiRienzo, D; Zemel, PC. Regulation of adiposity by dietary calcium. FASEB J 2000; 14: 1132-8.3. Buchowski, MS; Semnya, J; Johnson, AO. Dietary calcium intake in lactose maldigesting intolerant and tolerant African-American women. J Am Coll Nutr 2002; 21:47-54.4. Melanson, EL; Shart, TA; Schneider, J; et al. Relantion between calcium intake and fat oxidation in adult humans. Int J Obes Relat Metab Disord 2003; 27:196-203.5. Pereira, MA; Jacobs, DR; Van Horn, L; et al. Dairy consumption, obesity, and the insulin resístanse syndrom in young adults. The CARDIA study. JAMA 2002; 287:2081-9.6. Zemel, MB; Thompson, W; Milstead; et al. Dietary calcium and dairy products accelerate weight and fat loss during energy restriction in obese adults. Obes Res (in press).

terça-feira, 1 de junho de 2010

NUTRIÇÃO


Na visão moderna da Nutrição, somos também aquilo que comemos, mas vamos além disso. Somos, ainda, aquilo que absorvemos e eliminamos. O processo de reeducação alimentar nunca deve ser dissociado: é necessário integrá-lo dentro de uma visão ecológica e holística do organismo humano, sempre levando em consideração suas características individuais. É necessário compreender que a nutrição é uma metáfora da forma como nos relacionamos com o mundo. Comer compulsivamente, por exemplo, reflete todo o estresse e mecanicidade em que vivemos. Nosso estilo de vida envolve, também, a nossa alimentação, o que vai determinar o desenvolvimento - ou não - de doenças. Nossa proposta é oferecer bem estar e qualidade de vida através da alimentação consciente, de acordo com seu propósito.

Achei muito interessante estes dizeres e resolvi postar para vocês.

Fonte: site da Nutricionista Priscila Di Ciero.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Os benefícios das Oleaginosas

Fontes de selênio, vitaminas, ômega 3 e fibras, nozes, castanhas, avelãs e amêndoas fazem muito bem, mas devem ser consumidas com moderação.

A alimentação é muito importante para a manutenção da saúde e, para isso, ela precisa ser variada e saudável. Entre os alimentos que não devem faltar no carrinho do supermercado estão as frutas oleaginosas (nozes, castanha-do-brasil - também conhecida como castanha-do-pará -, castanha de caju, avelã, amêndoa, macadâmia), fontes de selênio, potássio, vitaminas, ômega 3, ácido fólico e fibras.

Os benefícios não param por aí. Estudos recentes demonstram que a ingestão moderada de gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas provenientes das oleaginosas pode levar à diminuição do mau colesterol, conhecido como LDL, aumentar o HDL (o bom colesterol), promovendo efeito protetor ao coração. "E mais: a introdução das oleaginosas no dia-a-dia pode estar relacionada à prevenção do diabetes tipo 2".

Mas atenção! É preciso consumir com moderação, por isso três unidades por dia são suficientes. Um exemplo de porção razoável são duas castanhas de caju, uma castanha-do-brasil e uma noz, sempre lembrando que a quantidade pode variar de acordo com a idade, sexo, peso e necessidades da pessoa (procure um nutricionista para obter informações precisas e adequadas a você).
Para escolher as frutas oleaginosas, é importante levar em consideração o gosto e as características de cada uma. De todas, as nozes são as mais ricas em vitamina E, nutriente com ação antioxidante, que protege contra os males do coração e é fundamental para a formação de glóbulos vermelhos e do tecido muscular. Elas são ainda fontes de potássio, vitaminas C e do complexo B. Cada 100g contém 651,0 kcal.

As castanhas, principalmente a castanha-do-brasil, destacam-se por seu alto valor calórico (656 kcal a cada 100g) e por serem fontes de ômega 3, ácido fólico e selênio, antioxidante essencial para o funcionamento do cérebro. "Seu consumo contínuo pode ajudar a prevenir distúrbios cardiovasculares", afirma a nutricionista.

Avelãs e amêndoas apresentam praticamente o mesmo valor calórico (589 kcal a cada 100g) e são grandes fornecedoras de vitamina E. Para se ter uma idéia, meia-xícara de amêndoas (60g) fornece mais que o dobro das necessidades diárias de vitamina E, além de ter potássio e ácido fólico. As avelãs também contêm cálcio.

A macadâmia destaca-se como a mais calórica das oleaginosas, contabilizando mais de 1000 kcal por xícara (120g), mas tem quantidade significativa de fibras e vitaminas B1 e E.

Quem não é muito fã das frutinhas superpoderosas pode acrescentá-las na vitamina do café da manhã, no arroz do almoço ou na salada do jantar. Basta usar a criatividade para garantir ao organismo boas doses de vitaminas e minerais antioxidantes. O que não pode é deixá-las de fora do cardápio diário, que deve ser sempre variado e saudável.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Coalhada é mais rica que o leite e o iogurte

É muito fácil de preparar em casa, compõe uma infinidade de receitas doces e salgadas e faz muito bem à saúde. "Só lamento que, no Brasil, a coalhada seja tão pouco difundida", afirma Gláucia Pastore, especialista em alimentos funcionais e professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.
Isso porque, segundo ela, esse alimento lácteo refrescante e levemente azedo é mais rico do que o leite e do que o iogurte --do qual se diferencia principalmente pelo tipo de micro-organismo que participa da fermentação do leite. "A coalhada tem maior disponibilidade de proteínas e de vitaminas do complexo B e permite uma maior absorção de cálcio, sendo mais fácil de digerir do que o leite e até mesmo do que o iogurte", afirma Pastore.
Além de ajudar a combater bactérias patogênicas no intestino, a coalhada colabora para a redução do colesterol e não tem contraindicação, a não ser para as pessoas que sofrem de intolerância à lactose.
Do ponto de vista culinário, também é considerada um ingrediente completo. Para a chef Leila Kuczynski, do restaurante Arabia, trata-se do alimento mais importante porque oferece múltiplas possibilidades de preparo. Nos países árabes, participa das principais refeições diárias.
A coalhada fresca, de consistência leve, é servida como vitamina quando misturada à mesma proporção de água. "É uma bebida nutritiva e levíssima", diz a chef. Por aqui, é mais apreciada com mel.
A receita de coalhada fresca é muito simples, como ensina a chef Leila Kuczynski. Leve dois litros de leite integral ao fogo até levantar fervura. Quando o leite amornar, passe-o para um recipiente de cerâmica e adicione duas colheres (sopa) bem cheias de um coalho anterior. Se não tiver, substitua-o por um pote de iogurte natural, mas saiba que a fermentação não é igual.
Para facilitar o processo, encha uma concha de leite e despeje sobre o restante do líquido duas ou três vezes. Mexa para diluir. Depois, alise a superfície com a concha e tampe, envolvendo a vasilha com panos. Reserve por uma hora e meia em uma superfície que não dissipe o calor. Depois, leve para gelar.
A coalhada seca também é prática de preparar. Basta colocar a coalhada fresca gelada em um saco improvisado com um pano de prato e depois pendurá-lo por algumas horas para que o soro escorra e a coalhada se concentre. Dois litros de leite rendem uma xícara.

terça-feira, 4 de maio de 2010

14 Metas de Educação Alimentar

As nutricionistas da USP têm uma lista de 14 metas que devemos tentar alcançar pouco a pouco, pelo menos duas a cada semana, para perder peso.

Abaixo estão listadas as 14 metas da educação alimentar, indicadas pelo Centro de Referência em Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

1) Faça de 5 a 6 refeições por dia. Sendo: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche da noite (para quem dorme tarde).
* Evitar de ficar mais de 3 horas sem comer.
2) Consumir frutas na sobremesa e nos lanches rápidos entre as refeições principais. 3) Incluir verduras e legumes no almoço e no jantar.
4) A porção de carne deve ser do tamanho da palma da mão.
5) Troque a gordura animal por vegetal e consuma com moderação.
* O consumo de 2 colheres de sopa de azeite extra virgem por dia traz grande benefício. Já o óleo de cozida teve ter como referência de consumo de ½ lata/mensal por pessoa.
6) Modere nos açúcares e nos doces.
7) Diminua o sal e os alimentos ricos em sódio.
8) Consuma leite ou derivados na quantidade recomendada.
9) Consuma pelo menos 1 porção de cereal integral.
10) Coma uma porção de leguminosas por dia.
11) Reduza o álcool. Evite o consumo diário.
12) Beba no mínimo 2 litros de água por dia.
13) Faça pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias.

14) Aprecie sua refeição. Coma devagar

Fonte:http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1527629-16619,00-CONFIRA+AS+METAS+PARA+EMAGRECER+COM+SAUDE.html

A participação da aveia para o controle de peso

Uma pesquisa do Laboratório de Lípides da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), revela que a aveia pode auxiliar na perda de peso. Os benefícios dos cereais integrais para o controle de peso já foram tema de estudos internacionais, que demonstraram que o consumo de fibras solúveis, como a aveia, promove maior saciedade.

Agora, o estudo realizado no Brasil mostra que mulheres em dieta para emagrecer que incluem aveia no cardápio perdem, em média, 60% mais peso. A pesquisa foi realizada por 16 semanas, com a avaliação de dois grupos, em duas fases: manutenção de peso e emagrecimento.


Os resultados preliminares obtidos demonstraram que os participantes, quando consumiram aveia associada a uma dieta hipocalórica, perderam significativamente mais peso (média 2,6% do peso corporal inicial) do que quando ingeriram placebo (média 1,5%), sem qualquer outra mudança no estilo de vida.


Um dos fatores para esse efeito seria a maior sensação de saciedade relatada pelos voluntários quando consumiram o produto. Uma das explicações é a de que alimentos ricos em fibras exigem mais mastigação e maior tempo para digestão, aumentando o volume alimentar no estômago e diminuindo a velocidade de absorção dos nutrientes, regulando, entre outros mecanismos, o controle da fome e a liberação da insulina.

Dicas para aproveitar os benefícios da aveia:

— Enriqueça vitaminas, sucos, salada de frutas;
— Substitua parte da farinha de trigo por farinha de aveia em receitas de bolos e tortas;
— Reponha a energia com barras de cereais e cookies contendo aveia em pequenos lanches ao longo do dia
— Use sua imaginação e acrescente aveias às mais diversas receitas doces e salgadas

O poder da Aveia


A aveia pertencente à mesma família do trigo, é muito mais rica em substâncias nutritivas, devido não perder as vitaminas e minerais durante o processo de beneficiamento. Sua cultura é típica de regiões temperadas e acredita-se que seja originária da Escócia (daí ser conhecida como “cereal escocês”).
Este alimento possui alta qualidade nutricional, é rico em proteínas, vitaminas, amidos complexos e fibras, sendo que o farelo de aveia possui alto teor de ß-glucanas, um tipo de fibra hidrossolúvel, resistente aos processos digestivos. Além disso, têm tendência a formar soluções viscosas e géis, quando em contato com a água.
O colesterol é um componente essencial das membranas estruturais de todas as células e o principal componente do cérebro e células nervosas. É encontrado em altas concentrações nos tecidos glandulares e no fígado, onde é sintetizado e armazenado. O colesterol também é precursor dos hormônios esteróides, dos ácidos biliares e da vitamina D.
Apesar da importância relevante do colesterol em diversas funções orgânicas, o aumento plasmático de seus níveis tem ocasionado sérios problemas à saúde da população. As dislipidemias estão entre os mais importantes fatores de risco da doença cardiovascular aterosclerótica, integrando o conjunto de doenças crônico-degenerativas com história natural prolongada.
Uma dieta rica em fibras tem sido claramente associada à diminuição do risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, independente do consumo energético, de gordura ou outros fatores que afetem a dieta.
Em função das ß-glucanas, a aveia tem sido largamente estudada como agente hipocolesterolemiante. Estudos com farelo de aveia demonstram forte ação na redução dos níveis séricos de colesterol. Este efeito pode ser atribuído à absorção de ácidos biliares após sua desconjugação pelas bactérias intestinais, sendo excretado pelas fezes, diminuindo o pool de ácidos biliares no ciclo entero-hepático, ou pelos ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), produzidos pela degradação bacteriana das fibras no cólon, os quais também inibiram a síntese de colesterol hepático e incrementariam a depuração de LDL12.


VALORES NUTRICIONAL DA AVEIA EM FLOCOS (Porção: 30g - 3 colheres de sopa)
Calorias: 107 kcal
Carboidratos: 16 g
Proteínas: 4,6 g
Gorduras totais: 2,6 g
Gorduras saturadas: 0,5g
Gorduras trans: não contém
Fibras: 3,4 g
Sódio: 0 mg

Fonte: http://www.academiagb.com.br/blogs/nutricao/index.php??page_id=2

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O perigo da diabulimia

Diabulimia é um termo desconhecido para muitos médicos. Mas não entre jovens com diabetes tipo 1. O nome é uma associação entre a diabetes e o transtorno alimentar da bulimia (para não engordar, a pessoa força a eliminação do que ingeriu através de vômitos). Alguns diabéticos culpam, erradamente, a insulina injetada pela dificuldade em perder peso. Resultado: passam períodos sem tomar o medicamento.
A ciência estuda a associação entre essas doenças. “O medo de ganhar peso se torna maior do que o de ter uma complicação da diabetes”, diz o endocrinologista João Regis Carneiro, do Rio de Janeiro. Como a maioria dos jovens controla sozinho em casa a aplicação do remédio, a redução da dosagem pode virar segredo.
A estudante Heloiza Coelho, 17 anos, de São Paulo, descobriu na internet que meninas diabéticas paravam de tomar a insulina para emagrecer. “A princípio, achei loucura”, conta. “Mas não conseguia afastar o pensamento de que, se não fosse a insulina, teria um corpo melhor.” A jovem foi internada por cinco dias depois de parar de tomar o hormônio. Hoje, controla o peso com atividade física, boa alimentação e faz acompanhamento psicológico. Renata Cabral

Que notícia boa para os Diabeticos Tipo 1

Adorei esta reportagem, pois mostra o avanço da ciência na busca de soluções para as inúmeras doenças, e diabetes recebe o destaque na reportagem da Istoé N° Edição: 2111 23.Abr - , aborda sobre a criação de uma vacina para a diabetes
Um novo remédio preserva as células produtoras de insulina e pode levar à cura do tipo 1 da doença (Mônica Tarantino)
Detalhes sobre a reportagem:
A mais recente descoberta para conter essa destruição é uma vacina desenvolvida na Universidade Calgary, no Canadá, e que foi anunciada na edição online do prestigiado jornal científico “Immunity”. “Os testes em humanos começam em dois anos”, disse à ISTOÉ o pesquisador espanhol Pere Santamaría, que esteve à frente do estudo e é diretor do centro de pesquisa em diabetes da universidade canadense.
A vacina do espanhol Pere Santamaría potencializa a ação de um mecanismo especial de defesa do organismo

Para chegar à vacina, os cientistas antes estudaram detalhadamente um dos mecanismos do nosso sistema imunológico. Na iminência da doença, formam-se soldados que tentam defender as células beta dos ataques. Eles são chamados de linfócitos T reguladores e, segundo os pesquisadores, sua capacidade de resistência é o que impõe à doença uma evolução lenta e gradual. A equipe de Santamaría foi atrás dessas células para delas extrair uma proteína envolvida na sua multiplicação. A partir de uma única amostra, a proteína foi sintetizada no laboratório. “Depois, nós a usamos para envolver uma nanopartícula, como se fosse um casaco”, explicou Santamaría.
Nos testes iniciais, essas nanopartículas foram injetadas na circulação sanguínea de ratos com a doença. Percorreram o organismo até encontrar as células reguladoras T e levar, para dentro delas, a proteína incumbida de expandir sua produção. Desse modo, eleva-se a quantidade de soldados do lado que luta para bloquear o ataque às células pancreáticas. Trata-se, portanto, de uma amplificação de um processo de resistência à diabetes já desenhado pelo organismo.
O resultado foi entusiasmador. Parte dos animais ficou curada da diabetes tipo 1 com a nova vacina, enquanto outros passaram a necessitar de doses menores de insulina. “É uma ótima perspectiva para a cura da diabetes tipo 1”, diz Fadlo Fraige Filho, diretor do serviço de endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo.
O pesquisador Santamaría acredita que a estrutura criada para a sua vacina poderá ser adaptada para o tratamento de outras doenças nas quais o corpo se autoataca, como a artrite reumatoide. “Tudo o que é necessário fazer é mudar a proteína usada”, diz ele. Entre médicos e pesquisadores, há grande expectativa por mais avanços nessa direção. “Os estudos nessa área são a prioridade de pesquisa no mundo”, diz Fraige Filho.
Fonte na integra:

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Nutrição e Alzheimer

O envelhecimento populacional é um fenômeno global. Estima-se que, considerando a população mundial, o número de pessoas com 60 anos ou mais irá crescer mais de 300% nos próximos 50 anos, indo de 606 milhões em 2000 para quase dois bilhões em 2050. Ao lado dos transtornos cardiovasculares as demências são as doenças mais prevalentes acima de 65 anos.
O Alzheimer trata-se de uma doença degenerativa que acomete o cérebro, comprometendo principalmente funções corticais superiores como a memória, o pensamento, a linguagem e o julgamento crítico.
A elevada prevalência de desvio nutricional na população idosa vem sendo demonstrada por meio de diferentes estudos. Os efeitos desta alimentação inadequada, tanto por excesso como por déficit de nutrientes, têm expressiva representação, o que reflete um quadro latente de má nutrição em maior ou menor grau. A perda ponderal e a caquexia são freqüentes achados clínicos em portadores de Doença de Alzheimer, e acontecem principalmente nos primeiros estágios da doença, mesmo quando o paciente apresenta ingestão energética adequada.
Autores mostram que pacientes acomentidos por Azheimer têm uma atrofia do córtex temporal se comparados a idosos saudáveis. Essa atrofia está associada à diminuição do índice de massa corpórea (IMC), uma baixa função cognitiva e também uma alteração no comportamento alimentar. Todos esses fatores contribuem para uma diminuição de peso corporal e algumas alterações de comportamento.
A baixa ingestão de gorduras hidrogenadas e saturadas associada a alta ingestão de ácidos graxos poliinsaturados n-3 (PUFA) derivados de peixe ou vegetais podem diminuir o risco de desenvolvimento de doença cardiovascular e da Doença de Alzheimer. As altas ingestões de gorduras saturadas e hidrogenadas estão relacionadas a resistência insulínica e a hiperinsulinemia aumentando o risco de desenvolvimento desta doença. Vários estudos prospectivos têm encontrado associação entre ingestão dietética de gorduras e o risco de desenvolver a doença, porém os mecanismos para essas associações ainda não são totalmente conhecidos.
A possibilidade da produção de espécies de oxigênio reativo ser o primeiro evento tem orientado a pesquisa sobre como os antioxidantes em alimentos e suplementos podem afetar a doença.
A vitamina E diminui a peroxidação lipídica e o estresse oxidativo e suprime a cascata sinalizadora de inflamação. A vitamina C bloqueia a formação de nitrosaminas através da redução de nitritos, já os carotenos afetam a peroxidação lipídica. Esses fatores podem evidenciar que a ingestão dietética de antioxidantes está associada com baixo risco de derrame, sendo que esta enfermidade encontra-se associada com alto risco de Doença de Alzheimer. Em estudo realizado com 2.889 idosos americanos com idade igual ou superior a 65 anos estudados por 3 anos, verificou-se que a ingestão dietética ou suplementar de vitamina E estava associada com o baixo risco de declínio cognitivo.
Deficiências de folato, vitamina B12 e vitamina B6 resultam em altas concentrações de homocisteína sanguínea por conta de diferentes caminhos. A homocisteína é precursora da metionina e da cisteína.
O folato e a vitamina B12 são necessárias para a conversão da homocisteína a metionina, e a vitamina B6 é necessária para a conversão da homocisteína a cisteína. A homocisteína é ativa em tecidos cerebrais e possivelmente suas altas concentrações plasmáticas contribuem para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer através de mecanismos vasculares ou neurotóxicos.
Assim, a triagem e a intervenção nutricional com possível suplementação de nutrientes são importantes para a qualidade de vida e diminuição da morbidade nos pacientes portadores da doença de Alzheimer.
Fonte: Apanutri

domingo, 6 de dezembro de 2009

Tomatesss

Fruto que pode ser consumido in natura, em molhos, ensopados, sopas, saladas, purês, doces geléias ou sucos.

Caracteristica nutricionais:
  • Fonte de vitamina A e C
  • Fonte de potássio e magnésio
  • Rico em licopeno - substância que dá a cor avermelhada e é antioxidante, ajudando a comater os danos causados pelos radicais livres.
Dica da chef Ana Soares: Para tirar a acidez do molho adicione um pitada de mel ou de açúcar ou uma cenoura.

Como escolher o tomate: ele deve ser firme e ter casca lisa e sem marcas. O ideal é comprá-lo quando estiver mudando do verde para o vermelho e mantê-lo em temperatura ambiente até amadurecer. Sua conservação na geladeira deve ser dentro de um saco plástico na parte inferior por até 3 dias.
Não se recomenda congelar o tomate cru ( inteiro ou picado), mas ao molho pode.

Algumas Qualidades

Tomate caqui: grande e largo, nas cores verde, vermelho e rajado. De sabor adocicado, é ideal para saladas, sanduiches e molhos frios.

Tomate italiano: de formato comprido, tem alto teor de licopeno. Com baixa acidez, é excelente para molhos, sanduiches e como tomate seco.

Tomate cereja: bem redondo e pequeno, é mais adocicado e serve para entradas, inteiro ou cortado ao meio, saladas e molhos para massas.

Tomate pêra: de tamnho pequeno e formato semelhante à fruta que empresta o nome, tem sabor bem doce e vai bem em saladas e aperitivos.

Fonte: Cláudia - Comida & Bebida ed. n567

sábado, 5 de dezembro de 2009

Vale a pena Ver: " O alimento é a Mensagem"

Caros leitores, após ler a reportagem publicada na Nutrir - Revista do Conselho Regional de Nutricionistas – CRN-3ª Região, resolvi dividir com vocês.

O tema abordado é " O alimento é a Mensagem" , onde a nutricionista Juliana Grazini, que virou doutora em jornalismo científico, ensina a profissionais do mundo inteiro como oferecer informação séria e acessível às pessoas e, assim, melhorar a qualidade da sua dieta alimentar - por Milton Bellintani.

Boa Leitura!

"Mídia e subjetividade: impacto no comportamento alimentar feminino "

Nesse árido universo, movido por interesses hegemônicos, que manipulam e produzem "violência simbólica", não há espaço para valores como humanidade, solidariedade e bem-estar coletivo.
As doenças são cada vez mais avassaladoras e as indústrias farmacêuticas se tornam cada vez mais poderosas no Ocidente. É o mundo dos paradoxos, das desigualdades, do desemprego estrutural; é o mundo globalizado, no qual convivemos com a barbárie dentro das nossas casas, com as mutilações, com os fuzilamentos coletivos e com os sobressaltos da possibilidade de uma Terceria Guerra Mundial; e o mundo do crack e do êxtase; é o mundo da inversão de valores entre o público e o privado. Valores como igualdade, fraternidade e liberdade dão lugar ao individualismo de uma cultura de sensações em que o ser humano perde sua identidade (Costa, 1999).

Em síntese, podemos dizer que esses fatores são o "envelope cultural" dos transtornos do comportamento alimentar, em suas diferentes modalidades – anorexia, bulimia, transtornos alimentares não específicos. Com efeito, os quadros de anorexia (restritiva e/ou purgativa) e bulimia (purgativa e/ou sem purgação) apresentam-se intimamente relacionados por manifestarem psicopatologia comum: uma idéia prevalente envolvendo a preocupação excessiva com o peso e a forma corporal, expressa como um medo mórbido de engordar (Azevedo, 1996; Hercovici, 1997; Hercovici & Bay, 1997; Buckroyd, 2000).
Em ambos os casos, a baixa auto-estima e a insatisfação com a imagem corporal são fatores de risco para transtornos alimentares, levando a um julgamento de si indevidamente baseado na forma física, cuja avaliação se encontra comprometida por uma distorção cognitiva da percepção da auto-imagem, debilitada por práticas inadequadas de controle de peso e comportamentos alimentares anormais (Fairburn et al., 1997; Fairburn et al., 1999).

Esses quadros constituem, hoje, uma "epidemia silenciosa" (Bosi,1998) - talvez por isso, ainda não reconhecida pelas políticas públicas no setor da saúde - cuja eclosão estamos presenciando neste início de milênio, e cuja essência guarda em si uma complexidade de dimensões apontando na legitimidade de sua dor psíquica as determinações da dor somática (Andrade & Bosi, 1998).

O corpo passa a ser o canteiro dos rituais obsessivos que levam indivíduos a negar suas necessidades básicas, lançando-se em um círculo vicioso e obsessivo entre dietas restritivas, jejuns prolongados e rígidos controles sobre a ingesta, o corpo e a imagem corporal (Robell, 1997). A outra face do espelho, refletindo o caos nutricional (Andrade, 1998), revela-se por períodos de orgias alimentares, binge-eating, para em seguida forçar o vômito e ingerir laxantes e diuréticos de forma abusiva, na busca incessante pela magreza.

Fonte: Revista de Nutrição

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Alimentos Funcionais

O que se entende por ALIMENTO FUNCIONAL?

Um alimento ou ingrediente pode ser considerado “funcional” quando, além de conter nutrientes essências para satisfazer as necessidades básicas do nosso organismo ao fazer parte do consumo diário da alimentação, traz benefícios (fisiológico e metabólico) adicionais para a saúde. Sua ingestão deve ser segura sem supervisão médica, necessitando do respaldo de estudos científicos.
São capazes de reduzir riscos de certas doenças.

Em destaque temos:

Abóbora, Acerola, alho, aveia, brócolis, cebola, cenoura, chá verde, folhas verdes, Iogurte, salmão, semente de linhaça, soja, tomate, vinho.


Perguntas sobre o tema - Fonte : SBAF
  • Qual a importância desses alimentos para a saúde?
Atualmente os brasileiros enfrentam um avanço das doenças crônicas degenerativas por conta de um estilo de vida desequilibrado que envolve maus hábitos alimentares e sedentarismo. O consumo regular desses alimentos pode ser uma alternativa para conter o avanço dessas doenças e fazer com que as pessoas se conscientizem que a alimentação tem um papel fundamental sobre a saúde delas.
  • Eles podem curar doenças? Quais?
Inicialmente é preciso esclarecer que os alimentos funcionais não curam doenças, ao contrário dos remédios. Eles apresentam componentes ativos capazes de prevenir doenças ou reduzir o risco de certas doenças. Quando consumidos em sua forma natural, ou seja, na forma de alimento, não apresentam contra indicações e podem ser consumidos com tranquilidade, sem prescrição médica. Dentre as doenças mais investigadas estão as cardiovasculares, câncer, hipertensão, diabetes, doenças inflamatórias, intestinais, certas afecções reumáticas, Mal de Alzheimer, entre outras.
  • Para obter benefícios desses alimentos é necessário ingeri-los diariamente? Qual é a orientação para inclui-los numa dieta saudável?
Sim, para que os benefícios sejam alcançados é necessário que o consumo seja regular. A nossa sugestão é que as pessoas passem a utilizar mais vegetais, frutas, cereais integrais em sua alimentação, já que grande parte dos componentes ativos estudados estão contidos nesse alimentos.

Uma outra dica é substituir em parte o consumo de carne de vaca, embutidos e outros produtos à base de carne vermelha por soja e derivados (especialmente carne de soja e isolados protéicos de soja) ou peixes ricos em ômega 3.

O consumidor deve também estar atento e procurar saber se o alimento que está comprando (referimo-nos àqueles processados pela indústria), teve sua eficácia avaliada por pesquisas sérias. Para que os resultados sejam eficazes, é importante que o consumidor siga as instruções na rotulagem, utilizando o produto da forma recomendada pelo seu fabricante.

Além disso, é importante que todos saibam que esses alimentos somente funcionam quando fazem parte de uma dieta equilibrada, balanceada. Isto quer dizer que se a pessoa estiver utilizando um alimento para o controle do colesterol, ela somente terá resultados positivos, se associa-lo a uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol.

  • Quais os riscos que o consumidor corre se consumir o produto de forma errada?
O único risco que existe é não obter os resultados esperados, já que esses alimentos não tem contra indicação.


Hipócrates, há cerca de 2500 anos atrás já pregava isso em sua célebre frase "Let food be the medicine and medicine be the food" que eu resumo da seguinte forma: "faça do alimento o seu medicamento".

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Polícia apreende alimentos estragados em SP

Os suspeitos trocavam as embalagens e alteravam as datas indicadas para o consumo. Depois, vendiam para escolas, hospitais e presídios.

A polícia apreendeu em São Paulo 30 toneladas de alimentos fora da validade que recebiam novas etiquetas e eram vendidos a escolas, hospitais e presídios.

Foi pelo ar que veio a suspeita: “Um cheiro muito forte, muito ruim na rua”.

Em um sobrado da Zona Leste de São Paulo, quatro empresas de alimentos armazenavam, de forma precária, carne, frango, peixe e mortadela. A carne de porco ficava dentro de um tanque com água. Salsichas estavam amontoadas dentro de caixas.

De acordo com a polícia, a maior parte dos alimentos estava com o prazo de validade vencido. E, mesmo assim, os produtos eram vendidos. Os suspeitos trocavam as embalagens e alteravam as datas indicadas para o consumo.

A polícia encontrou várias etiquetas em branco que seriam usadas para substituir as que estavam vencidas.

Uma funcionária que não quis se identificar confirmou a fraude: “Reembalavam e mandavam para as prefeituras de Minas Gerais e interior de São Paulo”, disse.

Os policiais apreenderam recibos e notas de escolas que usavam os alimentos na merenda dos alunos. Entre os clientes, estavam também presídios do estado de São Paulo e hospitais.

Uma funcionária foi presa em flagrante. A polícia procura agora os donos das empresas.

A Secretaria de Assuntos Penitenciários do Estado de São Paulo e a Secretaria de Saúde do Município de São Paulo estão apurando o caso.

A prefeitura de Itajubá, em Minas Gerais, informou que tem contrato com uma das empresas, mas há um mês devolveu um carregamento de frango que chegou descongelado. Depois de fazer um boletim de ocorrência, uma nova remessa foi enviada.

Fonte: Reportagem e Vídeo - Jornal Nacional ( 28/10/2009)

Fiscais buscam irregularidades em restaurantes

Delegado sugere visita a cozinhas de restaurantes que se costuma frequentar.

Os fiscais municipais de Salvador, Bahia, buscam, na cozinha, o que os olhos dos clientes não alcançam.“Estamos vendo baratas alojadas no meio das facas junto com os alimentos pré-preparados”.
“A higiene, de uma forma geral, não é feita há muito tempo. Tem gordura em todos os cantos”.
Alimentos perecíveis, bem longe da geladeira. “Em momento nenhum maionese pode ficar fora, assim como manteiga próximo”.
E mais...
“Qualquer produto de madeira não pode ser utilizado, porque junta fungos, são de difícil higienização. Pode estar passar contaminação”, diz a fiscal Catia Calheira.
“A faca está com oxidação, o cabo de madeira, sem corte, pode contaminar o produto”, alerta.
A falta de cuidado pode contaminar alimentos
“Deveria ter uma pia exclusiva para lavagens de mão do manipulador. Não temos essa pia aqui. A única pia tanto lava os vegetais, quanto faz manipulação dos alimentos, e assim como faz a higienização de mãos é a mesma pia. Isso não é o recomendado”.
“Vamos fazer o descarte desses produtos que estão aqui. Estão impróprios pra consumo, não tem condição de aproveitamento”.
“Nesse momento as condições de higiene são muito ruins. Temos que fazer a interdição”.
No centro da cidade de São Paulo, funcionava um conhecido restaurante chinês. A Vigilância Sanitária também esteve aqui. Quem frequentava o local não tinha ideia de como as refeições eram preparadas - praticamente nenhuma regra de higiene era respeitada. As imagens feitas lá dentro impressionam: camarões em tambores improvisados, um dos pratos servidos era o siri. Ele foi encontrado no banheiro. Em um depósito, sem refrigeração, peixe e frutos do mar espalhados.
Em outro, produtos armazenados de qualquer jeito e vencido.
No freezer, as ostras eram acondicionadas em péssimo estado. O lugar foi interditado.
Os clientes de uma churrascaria em Porto Velho, Rondônia, nem imaginam que frangos são descongelados dentro de um balde velho e sujo. A qualidade da carne também é duvidosa.
“A carne está em um vasilhame em péssimo estado de conservação. Pela aparência, podemos dizer que a cor não está boa. É importante recolher, para segurança do consumidor”.
É tanta ferrugem e falta de higiene que as duas velhas geladeiras não poderão mais ser usadas. A churrascaria é notificada pela segunda vez neste ano. Se não entrar na linha, ela pode ser fechada.
Em um restaurante em Manaus, mais irregularidades...
“Estamos exigindo o reparo da parede toda”.
E o perigo botijões guardados sem segurança. Em um bar, também em Manaus, as baratas andam pela parede da cozinha. A comida velha na geladeira não parece nada apetitosa.
“Isso está colocando em risco a saúde de vocês que consomem isso e dos clientes também”. Tudo vai parar na lata de lixo. A blitz nacional continua. Agora em Boa Vista, Roraima, onde os fiscais passam orientações.
“O material de limpeza deve ser acondicionado em outro lugar que não seja na cozinha. Vamos pedir que a senhora a forre alumínio ou fórmica, para que não permaneça deste jeito, madeira pura”.
O pequeno mercado, em Maceió, capital de Alagoas, também não passou na fiscalização.
“São produtos clandestinos, não têm rotulagem, não são regulamentados pela Anvisa. Tem peixe aqui descoberto junto com a carne. Teria de estar separados por gêneros”.
Na cozinha de um restaurante em Natal, Rio Grande do Norte, a gordura escorre pelas paredes.
“Na verdade, juntou um equipamento de exaustão deficiente, com a higienização também deficiente”.
Mais falta de cuidado.
“A lei exige lixeira com tampa, acionada com pedal, e sempre tampada. Estou vendo lixeira dentro da área de manipulação de alimentos, aberta. Isso vai fazer com que apareça vetores, mosca pouse no lixo e volte a pousar no alimento, levando doença ao consumidor”.
Diante de tantos problemas em todo o país, uma dica importante para o consumidor.
“Uma boa dica: se é um consumidor fiel, que vai sempre ao mesmo local, é conhecer a cozinha, conhecer o espaço interno do restaurante que ele frequenta, que ele se alimenta frequentemente”.
“Seria importante que as pessoas criassem o hábito de pelo menos dar uma olhada e ver em que condições são elaborados os pratos que acabou de tomar”, sugere o delegado.
Fonte: Reportagem e vídeo - Fantástico (18/11/2009)

Má alimentação de jovens preocupa nutricionistas

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que adolescentes não comem saladas e verduras.

Na Escócia, um casal perdeu a guarda dos sete filhos, incluindo uma filha recém-nascida, porque estavam todos obesos. Os assistentes sociais da cidade de Dundee acusam os pais de não terem condições de criar os filhos de forma saudável. A família junta pesa mais de meia tonelada! Só a mãe de 40 anos pesa 145 kg e o pai de 53 anos pesa 115 kg.
  • Aqui no Brasil, um levantamento inédito do Ministério da Saúde mostrou que os jovens brasileiros também comem muito mal. Nada de saladas e verduras. O que eles querem é biscoito e salgadinho. Levante a mão quem come salada todos os dias! E refrigerante, biscoito, bolacha, salgadinho?

Julia e Tiago são totalmente diferentes na escolha da comida.

“Eu como muita verdura, muitos legumes, muitas frutas. Eu também como muitos refogados, refogado de berinjela, abobrinha, quiabo, vagem. Eu tenho uma alimentação muito verde”, diz Júlia Ramos Cruz, de 17 anos.

“Eu não consigo comer uma comida saudável. Refrigerante é minha água. Eu tomo uns três litros de refrigerante por dia mais ou menos”, conta Tiago de Oliveira, de 18 anos.

Os gostos são tão diferentes que o Fantástico lançou um desafio. Primeiro, eles têm que escolher os pratos preferidos entre os restaurantes de um shopping. Enquanto eles escolhem, veja só o que revela um levantamento inédito do Ministério da Saúde: os alimentos preferidos dos adolescentes entre 10 e 19 anos são todos com muito açúcar, gordura e sal. “Porque é prático e rápido”, diz uma estudante. “Se for para lanchar, prefiro um fast food qualquer”, revela outra. Dos 33 mil entrevistados, 20% comem todos os dias biscoitos e salgadinhos industrializados; 30% raramente comem verduras e saladas.

  • "A gente já encontra entre os adolescentes, que é uma população ativa, 18% deles estão com excesso de peso. Isso é preocupante se a gente considera que o esperado é que somente 3% da população tenha excesso de peso”, diz Ana Beatriz Vasconcelos, nutricionista do Ministério da Saúde.
  • “A alimentação errada provoca obesidade, às vezes até baixo peso, porque o baixo peso também é muito comum, problemas de carência de vitaminas, outro problemas de colesterol. Nós temos adolescentes já com o nível de colesterol elevado”, diz a nutricionista Mariângela Gonzaga Ribeiro.

E agora, a surpresa! Julia e Tiago vão ter que trocar os pratos. “Hoje eu tava toda light mesmo, muito light não sei se vou comer tudo”, diz Julia. “Estou achando muito pouco e muito vegetal, e verdura, olha o tamanho do suquinho”, reclama Tiago. E aí, gostaram? “Olha foi bacana porque tem coisas aqui que eu nunca vi na minha vida, nunca comi, e experimentei, acho maneiro”, diz Tiago. “Eu acho que dá pra equilibrar, dá pra você comer uma coisa muito saudável, e também comer uma comida assim mais gordurosa”, opina Julia. “Acho que ela está certa, está certa”, conclui Tiago.

Fonte: Fantástico (25/10/2009)